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May 29, 2009
Maio maduro maio

Eis então que sai uma pequena antologia minha editada pela MMMNNNRRRG, integrada na colecção Mesinha de Cabeceira, e que dá pelo nome de The Gleaming Armament Of Marching Genitalia. O livro não tem muitas páginas (tem dezasseis), mas para compensar, é um objecto de opíparas dimensões (290x410mm), e tem gramagem generosa (para cima das 300 gramas, para os que entendem o que é que isto significa).
O livro vai ter a sua estreia ao público amanhã no Festival de Banda Desenhada de Beja, e há-de ter posteriormente o lançamento na capital.
Trata-se de um apanhado de trabalhos meus até 2009. Uma escolha criteriosa de desenhos muito e pouco conhecidos. É também uma oportunidade de criar um marco para um corpo de trabalho que se avoluma e que de quando em vez requer momentos de reflexão como este.
Mais pormenores acerca desta edição para a próxima semana. Para já ficam apenas com a capa para aguçar o apetite. Até lá!
Publicado por João Maio Pinto às 05:35 PM | Comentários (4)
Dizem que Deus quando fecha uma porta, abre uma janela

Quase quase de partida para Beja para o Festival de Banda Desenhada, devo confessar que salivo de antecipação, uma vez que para além do grupo de bons amigos/autores (e não só) que para lá vão convergir nestes dias, novas pessoas se atravessarão no caminho que valerão a pena conhecer. E o cartaz deste ano é excepcional, como tem sido aliás, repleto de excelentes trabalhos concerteza.
Devo desde já agradecer ao Paulo Monteiro o convite para o festival deste ano. Tenho muito orgulho de participar naquele que eu considero o melhor evento deste género a nível nacional.
Tenho também que agradecer ao Mário Moura que fez a gentileza de escrever um curto texto introdutório à minha exposição que vai constar na Casa da Cultura em Beja. O Mário é já um amigo de há muitos anos, e é também um ilustre pensador na área do design com obra relevante publicada. Ver aqui a informação acerca do livro "Design em tempos de crise", e ver aqui a segunda edição que eu consegui finalmente adquirir depois da primeira edição ter vendido em tempo recorde.
Entretanto ainda durante o dia de hoje conto colocar aqui mais um post com uma pequena novidade antes ainda da minha partida para o alentejo. Até já...
Publicado por João Maio Pinto às 12:55 AM | Comentários (1)
May 27, 2009
Mike and the Mechanics

Dizer Mike Goes West é o mesmo que dizer Miguel Coelho. Dizer Mike Goes West é também falar de excelência na impressão, arte-final, mas sobretudo na excelência do produzir de arte e ideias.
O "Mike" além de um extraordinário impressor/artista/criativo/técnico, é também um bom amigo e tem neste momento uma exposição das serigrafias impressas no seu atelier, no Espaço Chili que fica ali na Rua dos Fanqueiros (ver no link anterior o texto de apresentação da exposição da autoria de José Feitor). Mais para o fim da semana, quem fizer o favor de se deslocar a Beja para visitar o Festival de Banda Desenhada, pode visitar uma exposição sua ainda maior.

Este é o cartaz de autoria de Jucifer
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E esta foi a serigrafia que para mim constituíu um marco de trabalho pessoal, e só foi possível graças à mestria do Mike. Para quem nunca a viu ao vivo (o que é fácil devido a ser um produto raro), ela encontra-se taambém exposta no espaço Chili, entre tantas outras de tantos outros autores.
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p.s. - hoje fui à Bedeteca de Lisboa para ver a extraordinária exposição da Glomp que se encontra lá já há uns dias. Aviso sério: A NÃO PERDER!
Publicado por João Maio Pinto às 01:59 AM | Comentários (0)
May 25, 2009
Soltas

Esta é uma semana de novidades e updates. Eis algumas (ao longo da semana haverá mais):
É já no próximo fim-de-semana que acontece o Festival De Banda Desenhada de Beja (o site novo já está online, e o cartaz é belíssimo), onde vou ter uma exposição juntamente com outros autores de Banda Desenhada. Até lá, ainda vou aqui apresentar uma ou duas novidades a propósito do evento.
Na semana passada aconteceu o lançamento do novo álbum dos Dawnrider no Music Box em Lisboa, em cuja capa consta uma ilustração minha. Como ainda não me enviaram o grafismo concluído da capa (nem o próprio objecto/CD), fica aqui apenas a referência à coisa. No futuro próximo farei aqui um post acerca deste assunto.
Tenho também aparecido de forma irregular no novo Jornal I, fazendo alguma ilustração editorial. Hei-de reservar um post para estes trabalhos quando tiver mais trabalho desenvolvido de modo a poder fazer um balanço.
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O post de hoje refere-se a uma capa de livro que fiz para a Editorial Caminho. O livro é da escritora Ana Saldanha, uma autora nacional de referência na escrita infanto-juvenil. O livro cobre um espaço de tempo na vida de um grupo de adolescentes e sobretudo de uma adolescente em particular, abordando questões acerca da descoberta da sexualidade. A contra-capa também ficou muito do meu agrado, mas até mais ver, têm que se contentar com a capa somente...
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Aproveito também para agradecer as palavras de entusiasmo que tenho recebido um pouco por todo lado, acerca da sardinha do post anterior. Ela já habita a cidade toda e tem colhido muita simpatia pelas calhas e empedrado.
Publicado por João Maio Pinto às 04:50 AM | Comentários (0)
May 20, 2009
Um homem na cidade

Era para dedicar muito mais tempo a este post, mas com a velocidade com que tudo tem ocorrido por este lado, não me resta senão fazê-lo do seguinte modo:
Como todos os habitantes de Lisboa (e não só) têm conhecimento, todos os anos ocorrem as Festas de Lisboa que têm o seu estertor "nos santos"; nomeadamente no Sto António. Estas festas representam uma oportunidade para colocar a cidade a ferro e fogo de festividades diversas.
Nos últimos anos, toda a comunicação produzida para este efeito, tem sido criada pelo atelier Silva! Designers, e a sua temática incide em algo de absolutamente emblemático nesta ocasião, que são as sardinhas, que nesta altura são consumidas às toneladas, e vendidas por preços absurdos pelos vendilhões dos arraiais.
Depois de no ano passado ter sido abandonada a estratégia inicial que consistia na replicação de uma mesma sardinha realista por todos os materiais, partiu-se então para uma solução de reinterpretação do animal, criando soluções ilustrativas, que aliás podem ser ainda observadas na entrada do website do atelier que as criou (clicar nos acima já citados Silva! Designers).
Este ano, a opção foi semelhante, exceptuando o facto de nesta ocasião terem optado por fazer "sardinhas de autor". Assim, o convite foi endereçado aos seguintes artistas plásticos:
Bela Silva, Henrique Cayatte, João Maio Pinto, Luís Henriques, Nuno Saraiva e Pedro Proença.
Eu portanto estou no rol de convidados, e a sardinha pode ser a partir de agora apreciada aqui em cima, e um pouco por toda a cidade de Lisboa (ver aqui o vídeo de promoção).
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Acho curioso este grupo de pessoas aparecer designado como "artistas plásticos", quando na realidade talvez só o Pedro Proença e a Bela Silva o sejam tout court. Talvez tivesse sido mais adequado referenciar todos nós como Ilustradores, uma vez que se há algum ponto de intersecção entre este grupo, esse é o mais provável uma vez que todos já sobressaíram nessa área, e alguns mesmo trabalham essencialmente como tal. Mais do que nas artes plásticas.
Aqui em baixo ficam alguns dos esboços e apontamentos que fiz enquanto andava a tentar ter ideias para a coisa.

Estes desenhos remontam ainda a uma altura em que não sabia muito bem o que fazer, e assim portanto deixei-me levar na corrente, e a partir desse momento tudo servia para tema de sardinha.
O resultado final acabou por ser um regresso ao meu próprio imaginário gráfico, onde a natureza surge sempre exuberante e misteriosa, como material evocativo de uma outra realidade que não a nossa que pensamos conhecer. Eu vejo este meu trabalho como um espelho do exótico e do estranho, mas ao mesmo tempo do familiar naquilo que é a minha experiencia pessoal. O meu imaginário conhece muito a sua génese na observação directa da forma como o homem co-habita com a natureza, e a forma como esta redesenha para cada indivíduo a forma de ele se ver a si próprio. Como tal, a forma como o homem se conhece, e também o que deseja.
A minha sardinha é um pouco tudo isto e é também o reduto do imaginário de quem a observa. Já me perguntaram pelo barroco. "Pois então" respondo eu, nunca tive nada contra o barroco, e agrada-me a ideia. Vou pensar bastante no assunto. Também me disseram ter um focinho de dragão. Também me agrada. Para mim o dragão foi sempre o símbolo da transformação, alquimia e metamorfose, além de ser parente próximo da quimera. Perguntaram-me também o que é que ela tem a ver com a cidade. Pois bem, eu que a desenhei, vivo, trabalho e amo nesta cidade. Parece-me mais do que suficiente

e pronto, o post acabou por ser enorme...
Publicado por João Maio Pinto às 02:06 AM | Comentários (5)
May 07, 2009
surface (?)

Estava à procura de desenhos antigos meus em backups, e descobri no meio dos arquivos do blog, um que supostamente era para aparecer aqui. Mas estranhamente isso não chegou a acontecer. Nem me lembro sequer de o ter desenhado... Fica feita a correcção.
Publicado por João Maio Pinto às 03:26 AM | Comentários (0)
koniek

O Vasco Granja abandonou o mundo dos vivos. Muitos daqueles que por cá ficam têm uma dívida extraordinária para com ele. O seu papel de instrução naquilo que realmente se faz de bom em ilustração, cinema de animação e banda desenhada (expressão cuja origem histórica em portugal lhe é atribuída), ainda hoje não conheceu paralelo no nosso país.
Fica aqui o meu agradecimento por tudo aquilo que ele me passou. Devo-lhe muito.
Publicado por João Maio Pinto às 12:16 AM | Comentários (1)