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November 15, 2005

Da Fuzz Files

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Já é relativamente conhecido o facto de que a prancha desta semana do Superfuzz, nomeadamente a #227 da série, é também a última que o jornal Blitz vai publicar.
No entanto, devido ao facto de não ter havido qualquer tipo de confirmação pública de natureza oficial, do acontecimento propriamente dito, ainda há alguma hesitação por parte das pessoas que estão por for a deste processo, em perceber se é de facto real esta notícia. Aproveito então para dizer aqui que não há lugar a dúvidas, a série acabou, e para a próxima semana já não há Superfuzz no Blitz, interrompendo-se a publicação que já durava há quase quatro anos e meio.

Naquilo que me toca, este acontecimento tem uma relevância ambígua. Por um lado, o trabalho é sempre interessante na medida em que tenho por hábito trabalhar para ganhar dinheiro, e o Superfuzz como tal constituía um trabalho entre os demais que cumpria esse objectivo. Por outro lado, quando entrei para o projecto, tive imediatamente a consciência que o cutelo editorial já se desenhava no horizonte antes de eu aparecer; logo, quando ele se abateu sobre a série, não me senti minimamente surpreendido. Foi como se fosse exactamente esse o tempo que eu tinha na ideia que iria durar o meu envolvimento.
Mesmo assim foi um desafio recompensador, e por isso agradeço aqui ao Esgar Acelerado ter-me convidado para esta breve experiência. O difícil da coisa foi sobretudo ter que importar uma galeria personagens gráficamente já muito desenvolvida, ainda para mais por um desenhador em relação ao qual eu tenho poucas afinidades gráficas. O resultado e a experiência para alguns foi francamente entusiasmante, para outros completamente aterrador, o que é sempre bom como balanço. Se o fenómeno fosse consensual, toda a popularidade da série assentaria sobre um qualquer paradoxo que apontaria para a total incipiência da mesma, em relação ao regime de afectos que a habitavam – seja como fôr, entre o nojo e o fantástico as pranchas estão aí para quem as quiser apreciar.

Não cabe a mim qualquer competência para discutir critérios editoriais que levam a que o jornal Blitz tenha tomado esta medida - o jornal tem de certeza motivações relevantes para o ter feito -, portanto não vou discorrer acerca dessa decisão, não faz sentido. Aproveito inclusive para agradecer francamente o espaço que me foi concedido durante todo este tempo. Não posso no entanto deixar de referir que a ausência de qualquer alusão editorial ao encerramento da série a partir da edição de hoje, me deixou bastante intrigado.

A partir de agora, para quem tem sede de BD todas as terças feiras, pode sempre visitar o site do Tony Millionaire (de quem eu sou um fã convicto), que neste dia da semana publica sempre a tira que na semana anterior saíu no Village Voice (acho que também sai em outras publicações, mas nesta sai de certeza).

Nos próximos dias, regressa também o “Rabbits”, com novo fôlego.

Publicado por João Maio Pinto às November 15, 2005 01:24 PM

Comentários

E para a frente é que é o caminho. Outros trabalhos virão! E parece que já os ouço a caminho: patapumpatapumpatapum... bjs

Publicado por: Gabiru às November 15, 2005 05:28 PM

vem afogar as mágoas na quinta!
hips!
MV

Publicado por: Manuel vieira às November 16, 2005 11:06 AM

É pena, e eu que adorava o super fuzz.
Em fim, é a vida.
mas com esse jeito para desenhar consegues de certeza arranjar outra coisa. xau abraços

Publicado por: the wazaaaaaaaa às November 16, 2005 09:28 PM

confesso, caro desenhador, que fiquei tão surpreendido quanto tu por não ver nenhuma referência ao cancelamento da série.

aproveito, publicamente, para te agradecer a tua preciosa ajuda e empenho, sem as quais, os últimos meses de trabalho teriam sido muito, muito difíceis.

um grande abraço!

esgar

Publicado por: Esgar Acelerado às November 17, 2005 10:55 PM

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