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July 13, 2005

Improptu – Algo de sónico (parte II)

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Finalmente –
Com o andar dos anos, entre tantos sons que entretanto foram acontecendo, dei por mim a agregar à minha “discoteca” o muzak de origem electrónica que foi acontecendo, ou mesmo o que já tinha acontecido. O meu percurso nesse aspecto deu-se do mainstream para áreas mais reconditas da edição sonora. A implementação gradual da “laptop music” deu também azo a que todo um conjunto de sonoridades de difícil divulgação encontrassem mais soluções a nível de apresentação devido à portabilidade da performance – dei por mim então a frequentar concertos com outro, digamos, recorte sonoro. Tenho uma recordação grata de algumas performances a que assisti de Fennesz, Phillip Jeck, Rafael Toral, Pan Sonic, e mesmo uma improvisação absolutamente memorável de Alec Empire. Entre o “geradores de som” francamente analógicos, e a “laptop music”, deixei-me seduzir pela live performance daqueles que procuram nas ondas sonoras, hertzianas, na captação do som do quotidiano, ou mesmo no ruído, uma outra forma de escutar. Devo dizer desde já que não encontro em Raymond Scott ou mesmo Kraftwerk, a motivação que me levou a aproximar de projectos mais “electrónicos”. Devo-o talvez sobretudo a uns Residents, Public Enemy, Cypress Hill, Disposable Heroes of Hiphoprisy, Visit Venus (do álbum “Music for Space Tourism” – um pouco de “lounge” a mais para o meu gosto, mas mesmo assim um excelente álbum), Underworld (mais tardios – o tal mainstream que falava no início), Amon Tobin (o melhor dele: “Supermodified”) ou mesmo Golden Palominoes (Dead Inside – com a Nicole Blackman: outra memorável performance, no Porto há uns anos atrás), e sobretudo Biosphere – dos quais chamo a atenção para o mais recente deles: “Autour de La Lune”.
“OK, agora ouves música electrónica.” – Não, nada disso. Tão depressa disfruto de um concerto do Rafael Toral e do Sei Miguel, quanto fico deslumbrado com a performance de uns The Thermals, ou contemplo um concerto do Momus numa sala meio vazia, ou lamento não ter ido ver os Wolf Eyes ou os Dalek (estes só soube que vieram cá muito depois do concerto) na Zé dos Bois – neste momento a “sala” com o melhor programa de concertos da capital.
Fim de divagação
.

Já agora: este fim-de-semana (começando amanhã), vou estar sentado no Goethe Institute a assistir ao evento Metasonic organizado pela Granular:

“Paisagens sonoras, gravações "de campo" e concretismos (o processo que
consiste em abstrair os sons da fonte de que provêm) são elementos recorrentes
nas novas músicas que utilizam de alguma maneira a electrónica, desde o simples
microfone até ao mais potente computador, e também as áreas de intervenção
da primeira edição do festival Metasonic.Lx, uma produção da Granular, associação
cultural sem fins lucrativos que tem como propósito difundir e promover
o experimentalismo na criação artística portuguesa.”

Apareçam!

(esta semana já escrevi aqui muito mais – demasiado -, do que é hábito – amanhã “Rabbits” again)

Publicado por João Maio Pinto às July 13, 2005 01:23 PM

Comentários

E quanto é a entrada?
M

(N. do A. - nada como ir ver o link do Goethe Institute no próprio post)

Publicado por: Mitra às July 13, 2005 03:52 PM