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July 22, 2005
[ r.a.d. 050.1 ] --- Fim do primeiro capítulo

O pleasepatronizeoursponsors e o "Rabbits", regressam daqui a +/- uma semana.
Os episódios de hoje são dedicados aos irredutíveis. Um abraço a todos.
Publicado por João Maio Pinto às 03:36 PM | Comentários (3)
[ r.a.d. 050 ] --- Temos que sair daqui

(a orientação de leitura, é como sempre, ascendente)
Publicado por João Maio Pinto às 03:35 PM
July 21, 2005
[ r.a.d. 049 ] --- Fargo

Publicado por João Maio Pinto às 05:54 PM | Comentários (2)
July 20, 2005
[ r.a.d. 048 ] --- Genuflectido

Publicado por João Maio Pinto às 07:31 PM | Comentários (2)
July 18, 2005
[ r.a.d. 047 ] --- Daqui Pangallan

Publicado por João Maio Pinto às 08:04 PM | Comentários (1)
July 15, 2005
Disclaimer - "Save Me From Me"

Depois de saber que a equipa do "Mouco" ainda está "alive & Kicking", eis que agora surge o "Hotel" (vêr este post para saber do que é que estou a falar), a irromper das brumas. Na minha referência anterior a este projecto queixei-me da forma como fui editado na fanzine em questão; esqueci-me entretanto de referir que todo o resto da revista tinha compensado todo o esforço da edição. Além disso, maior parte das pessoas que lá apareciam e que lá estavam envolvidas, estão todas por aí fartas de fazer bom trabalho. Justiça seja feita
Se está para haver mais "Hotel", que venha ele.
Sai daqui um grande abraço para a Cristina e para o André.
Publicado por João Maio Pinto às 05:37 PM | Comentários (1)
July 14, 2005
[ r.a.d. 046 ] --- Dentro do posto de vigia

Publicado por João Maio Pinto às 06:31 PM | Comentários (1)
July 13, 2005
Improptu – Algo de sónico (parte II)

Finalmente – Com o andar dos anos, entre tantos sons que entretanto foram acontecendo, dei por mim a agregar à minha “discoteca” o muzak de origem electrónica que foi acontecendo, ou mesmo o que já tinha acontecido. O meu percurso nesse aspecto deu-se do mainstream para áreas mais reconditas da edição sonora. A implementação gradual da “laptop music” deu também azo a que todo um conjunto de sonoridades de difícil divulgação encontrassem mais soluções a nível de apresentação devido à portabilidade da performance – dei por mim então a frequentar concertos com outro, digamos, recorte sonoro. Tenho uma recordação grata de algumas performances a que assisti de Fennesz, Phillip Jeck, Rafael Toral, Pan Sonic, e mesmo uma improvisação absolutamente memorável de Alec Empire. Entre o “geradores de som” francamente analógicos, e a “laptop music”, deixei-me seduzir pela live performance daqueles que procuram nas ondas sonoras, hertzianas, na captação do som do quotidiano, ou mesmo no ruído, uma outra forma de escutar. Devo dizer desde já que não encontro em Raymond Scott ou mesmo Kraftwerk, a motivação que me levou a aproximar de projectos mais “electrónicos”. Devo-o talvez sobretudo a uns Residents, Public Enemy, Cypress Hill, Disposable Heroes of Hiphoprisy, Visit Venus (do álbum “Music for Space Tourism” – um pouco de “lounge” a mais para o meu gosto, mas mesmo assim um excelente álbum), Underworld (mais tardios – o tal mainstream que falava no início), Amon Tobin (o melhor dele: “Supermodified”) ou mesmo Golden Palominoes (Dead Inside – com a Nicole Blackman: outra memorável performance, no Porto há uns anos atrás), e sobretudo Biosphere – dos quais chamo a atenção para o mais recente deles: “Autour de La Lune”.
“OK, agora ouves música electrónica.” – Não, nada disso. Tão depressa disfruto de um concerto do Rafael Toral e do Sei Miguel, quanto fico deslumbrado com a performance de uns The Thermals, ou contemplo um concerto do Momus numa sala meio vazia, ou lamento não ter ido ver os Wolf Eyes ou os Dalek (estes só soube que vieram cá muito depois do concerto) na Zé dos Bois – neste momento a “sala” com o melhor programa de concertos da capital.
Fim de divagação.
Já agora: este fim-de-semana (começando amanhã), vou estar sentado no Goethe Institute a assistir ao evento Metasonic organizado pela Granular:
“Paisagens sonoras, gravações "de campo" e concretismos (o processo que
consiste em abstrair os sons da fonte de que provêm) são elementos recorrentes
nas novas músicas que utilizam de alguma maneira a electrónica, desde o simples
microfone até ao mais potente computador, e também as áreas de intervenção
da primeira edição do festival Metasonic.Lx, uma produção da Granular, associação
cultural sem fins lucrativos que tem como propósito difundir e promover
o experimentalismo na criação artística portuguesa.”
Apareçam!
(esta semana já escrevi aqui muito mais – demasiado -, do que é hábito – amanhã “Rabbits” again)
Publicado por João Maio Pinto às 01:23 PM | Comentários (1)
July 12, 2005
Improptu – Algo de sónico (parte I)

Recordação 1 – Em minha casa havia sempre vinis dos mais variados projectos musicais. Por lá apareciam coisas tão flagrantes como Pink Floyd ou Queen, até coisas mais improváveis (se calhar não tão improváveis), como Alan Parsons Project, Boston, ou outros que não retive. Dessa época tenho uma das minhas recordações musicais mais bizarra: a chegada de um álbum dos Whitesnake a minha casa, vindo emprestado do domicílio vizinho - era habitual esse tipo de trânsito entre as casas da vizinhança (ter irmãos mais velhos tem estas vantagens, cresce-se com muita música em redor, mesmo que posteriormente - e naturalmente -, a pessoa se afaste em direcção a outros cambiantes estéticos). O álbum chamava-se “Slide it In”, e tinha uma capa da família estética de uns Scorpions: Uma gaja, uma cobra, a “erótica subtil” do Hard Rock portanto. Quando eu vi a coisa, não senti qualquer tipo de identificação: muito lustroso, muita simplório para os meus exigentes dez anos. Resultado? – ouvi o raio do vinil até ele ficar quase transparente!
Recordação 2 – Outra vantagem de ter irmãos mais velhos, é que eles trazem para casa todo o género de lixo que normalmente não está ao alcance dos filhos mais novos. O meu lixo preferido eram jornais. Recordo-me de lêr o Blitz de uma ponta à outra semana após semana, sem nunca ter ouvido uma banda que fosse. Lia também a escrítica cinematográfica com avidez – aguardando que os filmes chegassem mais tarde ou mais cedo à televisão; lá onde eu vivia, as únicas salas de cinema já eram há muito o paraíso dos fantasmas e dos ácaros.
Recordo-me bem quando o “Blue Velvet” de David Lynch chegou ao cinema. Os críticos faziam fila nas páginas dos semanários para de alguma forma tentarem fazer futurologia a partir da experiência catártica que acabavam de viver, assim como quem olha para as borras de café no fundo da chávena. O sentimento de urgência que eu sentia nesses artigos não era senão uma tentativa de se plasmarem ao próprio fenómeno – qualquer resenha que fosse feita na época acerca dos dez melhores filmes da história do cinema integraria sempre o “Blue Velvet” claro, uns (poucos) lugares abaixo do habitual Citizen Kane.
Quando finalmente vi o filme de que falo, vivi por instantes em estado de graça, e absorvi resíduos gráficos que me acompanham ainda hoje; vestígios de um cosmos onde os sons surgem abafados pelos nossos próprios sentidos - onde o alheamento e o close-up nos embalam num pesadelo amplificado. Um paraíso artificial, de onde retive dois instantâneos: Roy Orbison (quase um autómato, o José Cid americano), e Alan Splet (ver aqui, e aqui), o engenheiro de som sem o qual não existiria um David Lynch completo no seu momento de fundação.
Recordação 3 – Rádios Piratas – sim, a minha vida teria sido diferente sem as rádios piratas. Lembro-me de ouvir pela primeira vez os temas “Vamos”, “Isla de Encanta” e “Where is my mind” dos Pixies numa rádio amadora qualquer, cinco minutos antes das 23 horas algures no ano de 1988 (ou 99?). Antes disso já tinha ficado a conhecer todo o catálogo da 4ad, Bauhaus, Sex Pistols, Dead Kennedys, Coil, Suicide, The Fall, Sonic Youth, Big Black, entre outros.
Recordação 4 – A aparelhagem mutante que o meu irmão construíu – 4 colunas (ou mais, já nem me recordo) + leitor de vinis portátil (género mala de viagem) + amplificador com um led verde que acendia ao carregar no botão, que subitamente fazia passar o som de altura aceitável, para modo “difusão-sonora-para-todo-o-bairro”. Quase que era possível ver a cal das paredes a estalar!
(continua amanhã)
Publicado por João Maio Pinto às 05:59 PM | Comentários (4)
July 11, 2005
[ r.a.d. 045 ] --- Bip Bip

Publicado por João Maio Pinto às 03:41 PM
July 08, 2005
[ r.a.d. 044 ] --- Mayday

(para quem já não se lembra do "episódio" anterior, pode sempre visitar o link da barra lateral e ver tudo compilado)
Publicado por João Maio Pinto às 03:20 PM | Comentários (1)
July 07, 2005
London Calling

Hoje passei mais tempo do que tem sido hábito a navegar a internet. Depois de saber das explosões no centro de Londres, uma vez mais – tal como no 9/11, ou por ocasião dos atentados em Atocha -, instalou-se em mim um estranho estado de funambulismo, estranhamento e excitação - que já me são familiares -, enquanto vivo em diferido o metal retorcido, o vai-vem das equipas de socorro, e o olhar esgaseado das vítimas. Perco sempre algum tempo a observar o pesar coreografado das conferências de imprensa – estas ocasiões são também rotinas protocolares -, os detalhes das fotografias, procurando a intensidade que a “autenticidade” tem para oferecer em contraste com o mise-en-scéne cinematográfico dos cenários de catástrofe que habitam nosso inconsciente. Mas é também deficitário o orgão noticioso; o “cru” confunde-se com as ferramentas de diferimento e tudo o que eu sei é baço e previsível – sinto-me como se mesmo assim estas imagens não fossem senão um retorno a um mesmo estado mental que eu já conheço. Não me sinto mesmerizado no fim de contas.
Perante a avalanche de informação, navego na net “à vista”; perdido de facto. Não sinto a urgência de tirar conclusões, mas faço de qualquer forma minhas as palavras de momus no seu blog: “Why do the fuckers always hit public transport? “ – (leiam o resto do texto na fonte, qualquer “punchline” descontextualizada vale o que vale – habitualmente, muito pouco). Os acontecimentos de hoje são excessivamente complexos para ser tratados de forma sucinta e com clareza, quando em simultâneo ocorre o drama privado/público das vítimas e suas famílias. Deixo isso para os cronologistas de serviço que têm neste momento muito com que suar nas próximas horas. Sei mesmo assim que o rasto de conflito estende-se para lá das fronteiras do Reino Unido. Os corpos indiferenciados empilham-se há muito, e os rituais fúnebres daí resultantes, desfiam preces às mais variadas divindades.
Random thinking:
Leitura obrigatória para o dia de hoje: “Allure of The Blank State” (título com que apareceu publicado no Guardian) – De Naomi Klein.
Estatística: Quais os “skyscrapers” que estão em construção neste momento, e qual o local onde estão a ser construídos.
Audiófilia incidental: Hashisheen – “The End of Law” – Bill Laswell + vários.
Recordação incidental:Meira Hasher e Sussan Deyhim.
Publicado por João Maio Pinto às 06:38 PM | Comentários (1)
July 06, 2005
Diamante

Bem, eu prometi no post anterior que ia regressar ao "Rabbits", só que entretanto decidi participar no evento "Bomba Desenhada" da "Bomba Suicida", que envolvia (para mim), ter que fazer duas pranchas de bd em velocidade cruzeiro, socorrendo-me de um enredo inexistente. Bem, o evento foi cancelado (por razões de força maior de certeza - todo o contacto com "A Bomba" foi muito correcto), e agora estou com uma bd de duas páginas orfãs de publicação. Fiquei entretanto sem energias para um "Rabbits" para hoje. Juntando a isto o facto de ter faltado um post ontem (numa terça - não é hábito), amanhã vamos ter dose reforçada. Fica entretanto uma amostra, aliás, um detalhe, do que fiz nestes dois dias.
Publicado por João Maio Pinto às 04:22 PM | Comentários (2)
July 04, 2005
Are Friends Electric?

Era para ter sido hoje,...
"Rabbits" regressa amanhã.
Publicado por João Maio Pinto às 03:50 PM
July 02, 2005
Trying not to think about time.

Turismo: Hoje acho que vou dar um salto ao 1º salão de BD do Pinhal novo...
Publicado por João Maio Pinto às 11:22 AM | Comentários (1)
July 01, 2005
You Can Have It All

Em resposta a algumas solicitações, este mês vou finalmente colocar aqui um pequeno portfólio com algumas coisas mais "desenvolvidas" do que o material diário. Stay tuned.
Publicado por João Maio Pinto às 03:59 PM