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January 31, 2005

Um Homem Sem Qualidades

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Num acto de rebelia contra a gripe que finalmente se instalou, faço o meu post de hoje. Lamento apenas que não o tenha feito em technicolor pois era essa a minha intenção; no entanto fico contente por ter vindo aqui fazê-lo. Agora já posso recolher para o conforto doméstico, para as tisanas, e para o sofá onde passei estes últimos dois dias.

Publicado por João Maio Pinto às 03:58 PM | Comentários (1)

January 29, 2005

POING

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O tal vírus da gripe de que se fala, explora-me com curiosidade e não toma quaisquer decisões em relação a mim. À minha volta caiem febris e ressentem-se de cefaleias enquanto eu o levo a passear pela cidade a ver as montras. Ele apenas faz o suficiente para que eu não o esqueça.

Publicado por João Maio Pinto às 05:36 PM

January 28, 2005

Working Class Hero

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Dia de meditação e organização laboral. A novela gráfica vai ter também algumas novidades daqui a três (ou quatro) capítulos - o que não corresponde necessáriamente ao número de posts.
E assim passa Janeiro sem eu me dar conta.

Publicado por João Maio Pinto às 03:46 PM | Comentários (2)

January 27, 2005

[ r.a.d. 025 ] --- Zombie

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N. do A. - A pressa levou-me a sobre-caracterizar o Thor. Vamos pensar que o plano aproximado e o contexto da acção levaram-nos a descobrir no rosto dele uma dimensão dramática que até agora desconheciamos. Na realidade quem se deixou levar pelo contexto fui eu...

Publicado por João Maio Pinto às 01:59 PM | Comentários (1)

January 26, 2005

[ r.a.d. 024 ] --- "Temus"

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2ª Nota recolhida do diário de Kracauer, 23 de Dezembro:

"- A vida na base é diversificada ao ponto de se gerarem variadíssimas comunidades constituídas elas próprias por hierarquias nem sempre correspondentes àquilo que existe consumado institucionalmente. Há portanto o poder oficial e o oficioso. Existem também os canais de comunicação entre estes diversos universos que tambem têm este tipo de segmentação, entre superfície e submundo. Estas comunidades encontram-se divididas sobretudo pelas actividades às quais cada uma se dedica em específico.

Temos então a comunidade científica - pouco coesa e ela própria entregue a intensa clivagem entre postos de chefia, embora seja esta que ostenta alguns dos principais poderes de determinação em relação a tudo um pouco; desde a alimentação até ao escalonamento dos diversos indivíduos. A líder deste grupo dá pelo nome de Mimi, que sendo a primeira chefe civil da base, e estando no seu cargo há apenas quatro meses, demonstra já grande vocação para este tipo de posto; até talvez mais do que para cientista.

Os soldados - poucos e iliterados (exilados como foram para estas paragens, não era de adivinhar que fossem alunos da academia - há no entanto uma excepção, da qual falarei a seu tempo). Dão-se mal com o aspecto matriarcal que a chefia da base assumiu depois da exoneração do anterior comandante - por abuso de poder e alcoól -, que eles apesar de tudo reconheciam como uma figura de chefia. Uma atitude um pouco pavloviana, mas que fazia com que eles na época tivessem unidos de uma forma como hoje não estão. Neste momento perdem-se em rixas "territoriais" à procura de um novo líder entre eles. É minha esperança que não entrem em hibernação e que não tenham época de cio.

Temos a classe dos serviços - cozinheiros, lavandaria, etc..., um conjunto de indivíduos pouco simpáticos e com o poder que o serviço que eles desempenham obviamente suscita; e que não é nada menosprezável: é através deles que circula todo o mercado negro. Como representantes da economia paralela, dependem deles diversos aspectos do bem estar da comunidade, sobretudo aqueles ligados ao ócio e prazeres privados. São também poucos, mas organizados.

Entre outras comunidades que se podiam ainda destacar - que apesar de tudo são mais desprezíveis pois são constituídas cada uma por pouquíssimos indivíduos -, talvez a mais importante seja a dos mineiros. É a comunidade mais numerosa e a que mais exige que funcionem bem todos aqueles meios que contribuem para a obtenção de índices positivos de sustentabilidade social, dos quais já se encontaram alguns supra-citados. É uma comunidade que embora seja chefiada por um encarregado superior, tem um líder verdadeiro deslocado da existência institucional: um indivíduo de meia idade chamado Pangallan. Graças a este, todo o grupo funciona de forma extremamente coesa e organizada. O Thor chama-lhes com alguma piada "O exército das trevas", e é de opinião que quando eles deixarem de ser "toupeiras" (outra alcunha), irão concerteza constituír-se como um grupo de crime organizado."

Publicado por João Maio Pinto às 12:44 PM

January 25, 2005

[ r.a.d. 023 ] --- "Isto"

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Publicado por João Maio Pinto às 01:10 PM | Comentários (2)

January 24, 2005

Shock The Monkey

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A culpa é do macaco. "Rabbits" só amanhã - e com menos pontos de exclamação (!).

Publicado por João Maio Pinto às 01:31 PM | Comentários (1)

January 22, 2005

I guess only love can break your heart

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Pausa na novela gráfica.
Mais um fim-de-semana de características apocalípticas: Mais deadlines!
Enfim, Janeiro para mim é sempre assim, excessivo...

Publicado por João Maio Pinto às 10:27 AM

January 21, 2005

[ r.a.d. 022 ] --- O Vestígio (no posto de vigia)

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Publicado por João Maio Pinto às 03:52 PM | Comentários (1)

January 20, 2005

[ r.a.d. 021 ] --- Uma situação estranha

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Publicado por João Maio Pinto às 03:43 PM | Comentários (1)

January 19, 2005

[ r.a.d. 020 ] --- A Chamada

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Publicado por João Maio Pinto às 02:31 PM

January 18, 2005

[ r.a.d. 019 ] --- Satisfações

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Para gáudio dos apreciadores de novelas gráficas low budget, e de criações escapistas de teor low-fi-ambiento-escapista, regressa a este espaço o "Rabbits Are Dying" depois de prolongada ausência. Para os Cristãos novos, ou para aqueles para quem a memória é um bem excessivamente precioso para estas coisas, nada como clicar no link da barra lateral debaixo da secção de categorias, para ver o enredo desde o início, enquadrando dessa forma o episódio actual de forma mais eficaz. Hurra.

Publicado por João Maio Pinto às 01:50 PM

January 17, 2005

"Run Forrest RUN"

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Perseguido pela intempérie e pelos deadlines.
Como diria alguém (Heiner Muller mais precisamente): "Este já foi, onde estão os outros?!" (citado de memória.. ). Paciência, paciência.

Publicado por João Maio Pinto às 07:47 PM

January 15, 2005

E se Depois

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Um sábado cheio de cor.

Publicado por João Maio Pinto às 04:30 PM | Comentários (1)

January 14, 2005

Floresta em Sonho

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Coisas para fazer este fim-de-semana:
• Cumprir o deadline de segunda-feira - Prioritário!
• Escrever o texto acerca do epílogo do "Black Hole" do Charles Burns.
• Retomar o "Rabbits Are Dying".
• Ir ver o concerto dos Mão Morta no Fórum Lisboa amanhã - ainda não confirmei se há concerto de facto.
• ... mais uma infinidade de coisas das quais não me recordo agora, tais como ir apanhar um pouco de sol.

Publicado por João Maio Pinto às 04:03 PM

January 13, 2005

Mais dia, menos dia.

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Publicado por João Maio Pinto às 05:13 PM

January 12, 2005

Pôr-do-sol

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São assim aqueles dias em que a pessoa fica em casa com o sério prenúncio de uma gripe:
O trabalho a ficar atrasado, e a única coisa que se consegue fazer são gifs distorcidos. Mas, quem é que não gosta de gifs com compressão exagerada!?!

Publicado por João Maio Pinto às 05:28 PM | Comentários (2)

January 11, 2005

>>>---->€€€

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Tempo de ganhar uns cobres - esta semana não vai haver "Rabbits Are Dying", a menos que o trabalho corra mesmo muito bem (ou que a ameaça de gripe não se concretize)! - Logo se vê...

Publicado por João Maio Pinto às 12:37 PM | Comentários (1)

January 10, 2005

"Heaven is a Truck"

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Neste ano que passou, tive finalmente algum tempo de qualidade para ler de seguida vários livros que há muito aguardavam pela minha atenção – esta situação serviu entre outras coisas para descobrir muitos mais títulos, o que me condena portanto a um estado constante de penitência e júbilo. Melhor assim.
Foi deste modo que tive a oportunidade de conhecer – entre outros - os (alguns) livros da Margaret Atwood que entretanto adquiri: nomeadamente “Oryx & Crake”, “The Handmaid`s Tale” e “The Bluebeard`s Egg”. Li também (finalmente) o “Meridiano de sangue ou o crepúsculo vermelho no oeste” de Cormac Mcarthy, edição da Relógio de Água, que representou o apogeu de todo um conjunto de leituras que acabaram por se revelar muito importantes para o meu trabalho. As leituras seguintes estão já em curso.

Estes e outros livros “acontecem” infelizmente com algum esforço, já que é raro dispor de tempo com qualidade para que a leitura ocorra da melhor forma, já que o quotidiano é sistematicamente ocupado por razões de ser onde o tempo em que se lê, se não é luxo é capricho – ler não é trabalhar para os demais. No outro pólo, ocupar o tempo livre com o acto da leitura, é também ainda uma forma de conceber a existência que entra em colisão com a ideia de lazer, para maior parte das pessoas. Faz falta portanto uma cultura do género que na sua ocorrência, teria como primeiro resultado positivo (primeiro entre tantos), o combate ao lugar comum, o esboço de uma comunidade cujo pensamento tenderia a ser sucessivamente criativo e curioso. Enfim, o tempo de leitura no meu entender é algo ao qual eu tenho direito. Um direito cívico, semelhante a tantos outros direitos que devem ser protegidos e defendidos da predação monetária, tal como a água. São chamados os bens essenciais. Tal não acontece, e tende a dissipar-se à mercê de má gestão política que se socorre da sua efemeridade e incipiência para se ilibar de situações com as quais age em aberto e obsceno conluio. O Estado como primeiro defensor dos princípios de cidadania e bens privados, revela-se neste instante e à vista desarmada como um ente autofágico, onde o que escorre para fora são as sobras de um despudorado desinteresse pelo outro e pelo bem comum. Perante as necessidades elementares, teremos sempre a indiferença. Pior que morrer ignorantes, viveremos em estado de indigência cultural e social, se perdermos a nossa capacidade de afirmação. Esta só subsiste, só se torna realmente assertativa num estado constante de combate à ignorância, boçalidade e conformismo – através da participação e intervenção portanto. Curiosamentea cultura é subestimada através da sistemática erosão dos fundos que lhe são destinados, mas a insistência com que ela é abusivamente tributada, não conhece tréguas – com o prejuízo evidente para todos os profissionais da área.
Perante o ataque constante ao nosso discernimento, e à nossa capacidade de decisão e juízo, conforta-me o desabafo de Gonçalo M. Tavares na entrevista ao “Mil Folhas” do jornal Público quando ele refere “… quero só estar vivo.”, perante a iminência real de que a nossa existência não se emancipe da superfície de uma certa realidade - o reino dos encriptados impressos das finanças, dos funcionários que nada sabem, dos seus superiores que na sua confortável distância ainda sabem menos, de todos aqueles documentos sem rosto que nos dizem: ou isto, ou nada. Mais que um desabafo, entendo esta invectiva como a proposição de um ponto de fuga – a não omissão da nossa existência daquilo que realmente nos leva a conceber uma perspectiva absolutamente pessoal e distinta, que se possa assumir como particular. O encontro do indivíduo consigo próprio.
Li com prazer toda a entrevista do supra-citado autor. Vou agora ver se o conheço de outra forma adquirindo um dos livros que ele publicou, e que foram muitos.

Publicado por João Maio Pinto às 03:31 PM | Comentários (4)

January 08, 2005

New Skull

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Quando o trabalho aperta, a minha mente dispersa-se nesta direcção.
Sou capaz de passar horas a entrelaçar cabos e a descobrir uma máquina nova.
Não vejo a hora de voltar a fazer umas experiências dentro deste género de coisa.

Publicado por João Maio Pinto às 06:30 PM

January 07, 2005

[ r.a.d. 018 ] --- Thor close-up

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N.do A. -- O serviço que alberga este blog tem sofrido de alguma instabilidade, o que tem provocado quebras de comunicabilidade: nomeadamente, nem eu consigo fazer o update, nem se consegue abrir esta página. Esta situação tem ocorrido de forma inesperada nos últimos tempos, mas parece que se encontra em resolução. Para mais pormenores, nada como ver a página de entrada do weblog.com.pt.

Publicado por João Maio Pinto às 03:42 PM

January 06, 2005

O REI ESTÁ VIVO

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"... The king is gone
but he's not forgotten
Is this the story
of Johnny Rotten?
It's better to burn out
'cause rust never sleeps
The king is gone
but he's not forgotten.

Hey hey, my my
Rock and roll can never die
There's more to the picture
Than meets the eye.
Hey hey, my my."

"Hey Hey, My My (Into The Black)" - Neil Young


--- Há muitos anos atrás (já não sei bem quando), chegou-me às mãos um livro de um tal Will Eisner. O livro chamava-se "The Building", e a minha primeira impressão foi de estranheza. Não gostei do papel da capa porque o achei de pouca qualidade. A banda desenhada que me chegava habitualmente às mãos com aquele formato, vinha usualmente em capa dura. A capa já vinha inclusive um pouco "enrolada", o que do alto do meu preconceito me levou a desgostar do primeiro toque. O recorte clássico das figuras colidiu com o momento que eu atravessava, onde o comic americano de "cape crusaders" captava a minha máxima atenção. O interior não só não era colorido, como também não era a preto e branco; tinha um tom que me fazia recordar impressos de finanças e de bancos que eu via lá por casa - é uma associação estranha, mas na época foi o que me ocorreu. Comecei a ler este livro pouco antes do almoço, e lembro-me que não fui almoçar enquanto não o acabei. Desde então a banda desenhada nunca mais foi a mesma.
Fica aqui a homenagem tardia. Will Eisner abandonou este mundo na passada segunda-feira, depois de o mudar irremediavelmente.

Publicado por João Maio Pinto às 01:12 PM

January 05, 2005

[ r.a.d. 017 ] --- Mimi close-up

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Publicado por João Maio Pinto às 09:23 PM

January 04, 2005

[ r.a.d. 016 ] --- Mimi & Thor 02

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Publicado por João Maio Pinto às 05:06 PM

January 03, 2005

INFO: UPDATE "Rabbits Are Dying"

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Novidade: Para quem quiser ver ou rever o novelo gráfico "Rabbits are Dying" desde o início e por inteiro de uma só vez, basta clicar no link que se localiza na barra lateral debaixo do menu "Categorias". --- Enjoy

Publicado por João Maio Pinto às 03:30 PM

[ r.a.d. 015 ] --- Mimi & Thor

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Publicado por João Maio Pinto às 12:49 PM

January 02, 2005

Zoologia

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Ainda em regime de fim-de-semana, regresso ao material que está em standby para acontecer em força durante 2005. Este esboço faz parte de um projecto que até mais ver dá pelo nome de "Zoologia". Se tudo correr bem, lá para Fevereiro começo o storyboard definitivo.

Amanhã regressa o "Rabbits are Dying"!

Publicado por João Maio Pinto às 03:41 PM