May 07, 2008
Visão nocturna

E foi assim uma noite bem passada no Lux: amigos um pouco por todo lado, um bom concerto, a hipótese de interagir na primeira pessoa com aqueles que estão a ver o nosso trabalho pela primeira vez (ou não), mas sobretudo sobretudo, a experiência de estar do lado de lá do bengaleiro!!
A vantagem de se ser o que é, é que até os nossos avisos foram manufacturados...
Publicado por João Maio Pinto às 07:30 AM | Comentários (2) | Translate
May 05, 2008
Fado Canibal IV


E assim se fez a serigrafia dos a href="http://www.myspace.com/deadcombo" target="_blank">Dead Combo. Ficam aqui as fotografias do atelier do Mike assim que a impressão ficou pronta. Mais uma vez o trabalho teve a ajuda preciosa do Bruno Borges.
O lançamento da serigrafia vai acontecer amanhã à noite por ocasião do concerto dos Dead Combo na discoteca Lux. Apareçam!
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Ficam aqui as características desta impressão:
Impresso a 3 cores
Assinadas e numeradas pelo artista João Maio Pinto
Edição de 100 exemplares mais 10 provas de artista (P. A.) e 5 provas de atelier (H. C.)
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Publicado por João Maio Pinto às 11:30 PM | Comentários (3) | Translate
Fado Canibal II


A serigrafia dos Dead Combo vai de vento em popa...
Publicado por João Maio Pinto às 11:50 AM | Comentários (0) | Translate
April 30, 2008
Fado Canibal I

Entretanto o pleasepatronizeoursponsors e o mikegoeswest foram convidados pelos Dead Combo para se associarem à festa de lançamento do álbum novo que editaram no dia 14 de Abril (de nome "Lusitania Playboys"), criando uma serigrafia para a ocasião. A festa é já no dia 6 de maio no Lux, e neste momento tudo acontece a alta velocidade para ter o trabalho pronto a tempo. Este é um preview do desenho uma vez que a versão colorida ainda está em estudo. Entre domingo e segunda-feira passará a constar aqui o resultado final, tal como a informação detalhada acerca de como subscrever esta serigrafia. Até já!
Publicado por João Maio Pinto às 12:14 PM | Comentários (0) | Translate
April 26, 2008
Lisboa debaixo de um sol quente

Como o pleasepatronizeoursponsors não é uma agenda cultural, estas coisas às vezes acontecem desta forma. Assim, fica aqui a informação que por esta cidade passaram os Haxixins já aqui referenciados por ocasião de um poster que desenhei já há bom tempo. Os dois concertos que deram na capital deixaram um rasto de simpatia, suor e psych rock. Fica para a memória o divertidíssimo concerto no Gasoil onde havia espaço para ver bem a banda (no Lounge foi impossível). Os habitantes da invicta ainda os podem ver hoje no Plano B.
A Antena 3 comemora o aniversário este ano com alguns concertos de estúdio em versão mais económica do que no ano passado (que podem ser acompanhados no respectivo website, ou por telemóvel acho eu), e com alguma rememoração. Assim, no canal 2, deu hoje a transmissão do essencial do concerto do ano passado e no website da rádio há previews e informação suplementar. Também eu rememoro a maratona que foi ter o telão que serviu de cenário a este concerto pronto a tempo...
Os Mão Morta estiveram esta semana na Culturgest com o espectáculo Maldoror. Eu como acérrimo acompanhante da carreira da banda consegui furar as fileiras de uma esgotadíssima sala e compensei karmicamente a falha de não ter visto o Muller no Hotel Hessischer Hoff há uns anos atrás.
O espectáculo compensou sobretudo pela primeira metade, onde os MM conseguiram fazer-nos esquecer um texto (pontuado pela escatologia e crueldade) que literariamente está a milhas náuticas do texto de Heiner Muller. Os últimos quatro temas seriam escusados. O espectáculo teria sido óptimo com uma hora e meia e não com as quase duas. A voz de Adolfo Luxúria Canibal curiosamente está melhor do que nunca, e todo o trabalho de mise-en-scéne estava decente. Aliás estava tudo muito bem sobretudo quando estamos a falar de um género que em território nacional não tem possibilidade de se comparar a coisa nenhuma em particular. O trabalho de vídeo foi irregular, já que momentos francamente interessantes e bem conseguidos (uma vez mais a primeira metade do concerto) eram intervalados por montagens escolares e casuais. Para acabar: embora já presente no espectáculo "Muller...", a estética "protools" desta vez foi um pouco excessiva; gostei dos figurinos e caracterização embora lamentavelmente só davam para ver em todo pormenor no agradecimento final.
Sabe-me sempre bem no entanto ver um concerto dos Mão Morta. - enche-me de "volúpia"!
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Atenção: há um update da serigrafia do Michael Gira no post anterior!
Publicado por João Maio Pinto às 02:10 PM | Comentários (0) | Translate
April 25, 2008
Maria vai às compras (actualização: serigrafia esgotada)

A serigrafia do Michael Gira está finalmente pronta, acabadinha de imprimir pelo Mike. Aqueles que já encomendaram estão prestes a ser contactados de volta. Quanto aos outros ficam aqui as instruções para a subscrição final.
Importante: a tiragem já está quase toda reservada (para os mais meticulosos: os números 13 e 28 já estão guardados). Os poucos exemplares disponíveis não devem durar muitos dias...
Assim:
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Última oportunidade de adquir a um preço especial esta edição
O preço de lançamento tem validade até 27-04-08
Poderá comprar através do e-mail mikegoeswest@gmail
Foram editadas um total de 48 serigrafias assinadas e numeradas pelo artista da seguinte forma:
Serigrafia com três cores
40 Provas de edição.
4 Provas de Artista (P/A).
4 Provas de atelier (H/C).
O trabalho tem a dimensão de 50x70 cm e é impresso em fabriano 160 g/m2.
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ATENÇÃO - UPDATE: As serigrafias do Michael Gira estão neste momento esgotadas. Quaisquer reservas que nos sejam endereçadas entrarão para uma fila de espera uma vez que quando começar agora a distribuição, podem haver desistências (o que eu francamente duvido). Obrigado a todos pelo interesse.
Chamo a atenção que nas próximas duas semanas, fruto de uma proposta exterior ao pleasepatronizeoursponsors/mikegoeswest combo, uma nova serigrafia vai ver a luz do dia!
Vão passando.
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P.S. - Não queria deixar esquecido aqui que a edição desta serigrafia teve a contribuição inestimável do Bruno Borges, que ajudou a escolher cores, definir metodologias, e a imprimir a respectiva. O Bruno tem também um blog com o trabalho gráfico dele aqui.
Publicado por João Maio Pinto às 08:55 AM | Comentários (0) | Translate
April 22, 2008
A Janela II

A inauguração da expo "Spiritualized" aconteceu entre chuva, frio e a presença de muitos amigos.
Resta-me agradecer a presença de todos os que apareceram e a todos os que de alguma forma contribuíram para esta exposição de forma directa ou indirecta.
Antes de deixar aqui as imagens do evento (obrigado Carlão, Gabriela e Nuno! - quem tiver mais que envie) queria enviar um agradecimento especial à Isabel Carvalho que convidei a escrever um texto à última da hora, e que conseguiu ser certeira com tudo o que disse. Thankz pelo texto e pelo esforço, fico a dever uma! - o texto está reproduzido a seguir às fotos.
Na revista Arte Y Parte, há também um texto da Cristina Campos que de forma completamente diferente é também absolutamente certeiro em relação ao trabalho que esteve exposto. Este texto para ser lido tem que se comprar mesmo a revista!






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Para o JMP,
Com o desenho passei por uma fase em que andava contrariada, logo depois de ter contrariado toda a gente. Agora estou virada do avesso.
Tudo começou ao ver um grupo de turistas americanos e canadianos na parte velha da cidade. Uns com um caderno numa mão e um leque de canetas-pincel na outra, outros com máquinas fotográficas, outros boquiabertos a olhar para um letreiro de chapa ainda pintado à mão e os restantes a partilhar ideias com o jovem guia. Estes foram os primeiros profissionais criativos que eu vi. A profissão deles era desenhar e eram, aparentemente, felizes por isso. Evidentemente que foi isto o que eu passei a querer ser através do fazer, por as mais diversas razões: pelos desenhos em si, pelo público, pelas exposições e pelos festivais e principalmente pela forma de estar – acordar e desenhar, adormecer a desenhar.
Não foi difícil adaptar-me ao que imaginara, uma vez que eu já tinha todos os materiais dentro de mim: era adolescente tardia, vinte e alguns anos, vivia com os meus pais e não se passava nada de realmente interessante nem comigo, nem com os meus amigos, muitas vezes não saia de casa e ainda por cima desconfiava que talvez estivesse a enamorar-me por alguém que, por aborrecimento (não há outra explicação), vivia uma vida ainda mais pálida que a minha. Devo ter passado assim um Verão e um Inverno.
Poderia justificar de muitas maneiras porque comecei a desenhar, mas se calhar a mais óbvia, e antes mesmo de passar pelo estilo de vida (aquele sucesso era de facto apelativo), é porque tinha coisas para dizer. E a forma de dizer que eu escolhi implicava que eu fosse directa, literal, concreta, pouco equívoca, honesta e absurdamente fiel aos meus devaneios. E assim aconteceu até ter voltado à escola.
A minha convicção de que estava no caminho certo tornava-se mais forte à medida que produzia (ainda que muito pouco) e que respondia às solicitações. Daí os risinhos sempre que ouvia “...a força da mancha, da linha, da cor...”. A minha timidez dava-me para isto, para ridicularizar, entalada entra cacifos, quem não era como eu ou como os outros com quem eu me identificava - o meu contrariar não era totalmente deselegante, vá lá, se fosse, teria agora mesmo muita vergonha.
Fora da escola, quando esta tinha terminado, passei a ser um género de “gruppie” relaxada do meio. Tinha tempo e produzia ainda menos. Surgiram as dúvidas, que recaiam sobre a capinha preta dos desenhos, e deparei-me com algumas contrariedades inesperadas – “nós gostaríamos de publicar se tivesses um estilo mais tipicamente português”; “muito feminino, estamos cansados de vaginas e amores”; “se fizesse mais sentido...”. Por estes dias intrometi-me numa conversa aberta ao público com o Charles Burns (ora, nem mais, rica surpresa) e ele deve (!) ter dito isto: “a adolescência é um paraíso perdido ao qual tentamos voltar e a isto se resume o meu trabalho”.
A bola de neve (pouco branca, como a neve costuma ser) em que me meti, levou-me a entrar e a sair do que imaginei que podia ser um modo de vida (e uma profissão) uma série de vezes, mas vendo do exterior, continua a parecer-me brilhante.
E o que tem de brilhante para mim é que alguns ainda são capazes de voltar à adolescência e torná-la comunicável.
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Publicado por João Maio Pinto às 06:25 PM | Comentários (5) | Translate